Autovigilância | Iza Kutz

Autovigilância

Autovigilância

Vigiar, no dicionário, é estar atento a, estar acordado, velar, observar atentamente,
espreitar, estar de sentinela. Autovigilância seria então estar atento a si, acordado,
observando atentamente, como um sentinela.

Necessária para o domínio próprio, quem pratica a autovigilância tem enorme
vantagens competitivas em relação a quem é controlado pelo impulso das
emoções.

O trabalho é um dos espaços mais ricos para desenvolvermos a autovigilância, já que
investimos grande parte de nossa vida, nosso tempo, nele. Pessoas diferentes, com jeitos
de se comunicar diferentes, com valores diferentes, histórias de vida diversas, convivendo
juntas lado a lado (e ainda com o desafio de alcançar objetivos comuns – que desafio)

Num dia de trabalho experimentamos diversas emoções e o que fazemos com elas
refletirá em nossas atitudes, ou seja nosso comportamento é determinado por como
lidamos com as emoções.

O primeiro grande passo: consciência. Saber nomear o que estou sentindo naquele
momento e por que motivo estou sentindo.

Essencialmente será requisitada a Inteligência Emocional, pois pensando num iceberg,
a pequena ponta que vemos são as tarefas objetivas do cotidiano, os relatórios, as
vendas, os projetos, etc., e o que está abaixo, submerso, são as tarefas subjetivas, nelas
nossos sentimentos (como medo da incapacidade, os relacionamentos mal resolvidos, as
comunicações truncadas…)

Quando a tarefa subjetiva não é feita, ou seja, quando não tomamos consciência, nem
lidamos com estas emoções, a tarefa objetiva é imensamente prejudicada.

Escuto muitos líderes dizendo não entender porque aquele funcionário com grande
potencial e que sabe tudo tecnicamente, não tem um melhor desempenho.

A percepção do submerso é essencial não só para os lideres, mas a todos, precisamos
entender nossas próprias tarefas subjetivas – o que estou pensando e sentindo, o que
tem me impedido de concluir esta tarefa ou de me comunicar mais efetivamente com meu
colega, será que ele me lembra meu irmão, que me irritava extremamente por ter toda a
atenção que eu queria? Estou expressando minhas ideias sobre aquele projeto, ou estou
engolindo sapo por medo de desagradar alguém, ou por não saber lidar com o confronto?

Só consigo saber isso se estou vigilante, acordado, na espreita para entender: meus
pensamentos mais sutis e o quanto eles alimentam minhas emoções.

É útil escutar as emoções e atender a seus pedidos, sem abdicar da responsabilidade
em analisar sua racionalidade e agir com integridade, ou seja, alinhando o que desejo
com minhas ações.

Vigiai pois!

Izabele Kutz

Fernando Simas 1211, Merces, Curitiba - Cel 41 8868 4448/Tel 41 3339-6969 - coach@izebelekutz.com.br linked in facebook you tube